sábado, 12 de fevereiro de 2011

Paulo Freire – Um pouco sobre o conceito de educação bancária

Para descrever o processo educativo tradicional, Paulo Freire elaborou o conceito de “educação bancária”, onde o conhecimento é apenas transmitido para o educando e este deve absorver as informações sem questionar, o que o reduz à mero espectador, tornando-o um objeto do processo de ensino, porque não é capaz de exercer atividades básicas para qualquer sujeito: a participação e o diálogo. Neste contexto o educador mantém uma postura rígida, com idéias fixas e invariáveis, que julga o valor da sua existência a partir da sua idéia de que os educandos são ignorantes, e que precisam dele para se transformar, caso contrário, nunca serão capazes de serem inteligentes. Esta visão retira do educando a possibilidade de viver sua autonomia e desrespeita a sua existência. Uma postura ética do educador-educando, permite esta experiência, o que é uma atitude de respeito e amor com os educandos, que estimula, e aceita a vocação ontológica do ser humano de ser mais.
Para realiza-la é necessária uma profunda reflexão sobre a prática educativo-crítica, e, nas condições reais de autonomia, o educador se coloca ao lado do educando, sua postura é de estar junto com ele na tarefa de descobrir o mundo. Esta tarefa, realizada de forma coerente, implica em incentivar o educando ao pensamento curioso, em discordar do educador e construir uma postura que não se conforma com a primeira impressão, e precisa ir mais fundo.

Um comentário:

  1. muito bom um dia ainda vou fazer comentários assim também não é atoa que amo Paulo Freire.

    ResponderExcluir